Complexo de Édipo: como ocorre e sintomas

Você já ouviu falar sobre o complexo de Édipo, a teoria criada por Sigmund Freud para definir o desenvolvimento psíquico e a orientação do desejo humano durante a infância?

O complexo de Édipo é definido pela psicanálise como um conjunto de sentimentos amorosos e hostis que a criança desenvolve pelos pais entre os 5 e 8 anos de idade.

Segundo especialistas da psicanálise, essa é uma fase natural do desenvolvimento psíquico da infância em que a criança cria uma noção de si para com o mundo.

Como ocorre o complexo de Édipo?

Durante seu desenvolvimento, no qual acontece o complexo de Édipo, a criança tem a possibilidade de lidar com a frustração, com a realidade e com o estabelecimento dos limites.

“Ela olha para o genitor do gênero oposto e vê que essa pessoa tem tudo o que ela quer, mas o genitor do mesmo gênero aparece e diz que aquela pessoa já é dela", afirma a psicanalista Juliana Picoli.

Os sintomas do complexo de Édipo surgem na fase fálica da criança quando, segundo Freud, vivemos três fases de nosso desenvolvimento psíquico.

Sintomas do complexo de Édipo

Fase oral: do nascimento até os 18 meses. Na fase oral, toda a satisfação acontece através da boca.

Fase anal: dos 18 meses até 3 anos. Na fase anal, a criança aprende a ter o controle sobre si e de seu esfíncter. É nessa fase, por exemplo, que ela deixa de usar fralda.

Fase fálica: dos 3 aos 8 anos. Nesta última fase, é o momento em que a criança aprende a fazer uma diferenciação de si mesma com o mundo.

"Segundo Freud, o papel sexual da criança é internalizado e mantido até a vida adulta. Entre os 4 e 5 anos é quando acontece o complexo de Édipo", conta Juliana Picoli.

Vale lembrar que o complexo de Édipo não é uma patologia psíquica que apresenta sintomas tradicionais, como irritação, dores, ansiedade ou sinais do tipo.

Todo mundo vive o complexo de Édipo?

Trata-se de um fenômeno natural do processo de desenvolvimento humano e que nem todas as pessoas vão apresentar comportamentos iguais.

Existe algo esperado pela teoria clássica e pura, mas não é o que vai acontecer de forma padronizada com todas as pessoas. Isso depende da relação entre pais e filhos, explica Juliana Picoli.

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